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domingo, 27 de maio de 2012

ADOTAR É AMAR!

ADOÇÃO
Desde que cheguei na fase da adolescência, 
comecei a pensar em muitas coisas da vida. 
Sempre tive muitos sonhos. 
Sonhos de ser uma grande profissional, de conquistar um espaço reconhecido na sociedade, de ter uma bela casa, um carrão espetacular, ter uma festa linda quando completasse quinze anos...só não pensava em ter filhos.
 Tinha um desejo maternal de adoção. 
Ainda nem entendia, como era na verdade, o processo de adotar uma criança. 
Mas, sempre tive um interesse de saber como era o processo de engravidar, as fases da gestação, tipos de parto...ah! Que medo! 
Tinha pavor só de me imaginar grávida!
 Queria tudo, menos passar por essas etapas, que segundo as informações que sempre lia em revistas, pesquisava em livros e ouvia algumas mulheres contar, me dava calafrios. 

Nunca me sentia preparada para ser mãe, naturalmente, que na minha idade não era permitido. O assunto então, nem era muito comentado na época. 
Quando completei dezoito anos de idade, tive um diagnóstico da minha médica genicologista, depois de fazer vários exames de rotinas, anualmente.
 Não poderia ter filhos, caso eu não me submetesse aos exames de praxe, se algum eu resolvesse ter filhos. 
Pronto! A gota d'água para quem nem pensava em realizar essa tarefa. 
Não me interessei muito em saber como fazer tratamento.
 Novamente o desejo de adoção me veio na cabeça. 
Mas, ainda não era tempo e nem estava preparada. Nem financeiramente e nem emocionalmente. 
Não sabia que o destino e a providência divina, me reservava alguma surpresa.
 Quando completei 36 anos, exatamente dezoito anos após quele diagnóstico, me descobri grávida.
 Foi um espanto! 
Me desdobrei a chorar. Tive medos. Dúvidas. Me senti num labirinto, onde vários sentimentos veio à tona. Medo de passar pelo processo gestacional. 
Dúvidas se realmente estava preparada. 
Nervoso do que seria complicado ou não na minha idade, aquela gravidez.
 Mas, também o instinto maternal crescia e me trazia alegrias. Estava de alguma forma muito feliz!  
Tive uma gravidez saudável, um parto sem complicações e normal. 
Minha filha nasceu perfeita, era a parte que faltava para completar meu ciclo de sonhos. 

Hoje, minha filhota linda, me completa em todos os sentidos e sinto que o sonho da adoção é bom, me ensinou a preservar sentimentos maravilhosos, que me ajudou e me ajuda na criação, educação e compreensão da minha filhotinha.

Amo demais minha Amanda Luiza!.

Por Marlene Pereira(Marylú)

Dia Nacional da Adoção


ADOTAR UMA CRIANÇA É UMA FORMA DE FAZER O BEM.
FAZER O BEM É MULTIPLICAR AMOR!
                                                                                   
No dia 25 de maio é comemorado o dia da adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção.
A adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico, que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”.
Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.
O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.

Porém, existem vários mitos sobre a adoção, que muitas vezes prejudicam que pessoas se interessem em criar e educar uma criança ou jovem que não tenha laços consanguíneos.
- Dizer que toda criança adotada é problema é um erro. A criança aprende aquilo que vivencia e quanto mais nova for adotada, mais terá chances de se adaptar ao modelo familiar em que vive.
- Tentar esconder da criança que a mesma é adotada também é um erro, pois é melhor manter uma relação aberta e livre de qualquer tipo de preconceito.
- Crianças com cor de pele diferente da família não são discriminadas ou recebem tratamento diferente de outras pessoas da família. Isso pode ocorrer nos meios sociais em que a família frequenta.
- Filhos adotivos não têm dificuldade em amar seus pais (adotivos), pelo contrário, revelam-se atenciosos e carinhosos com os mesmos, mas isso depende da forma como são tratados.
- Os filhos adotivos não ficam lembrando-se de sua família de origem. Pelo contrário do que se imagina, se as relações familiares não eram boas, se houve abandono, o vínculo afetivo não foi construído de forma positiva, portanto não provoca boas lembranças.
Hoje em dia temos visto uma série de artistas famosos mantendo a atitude de adotar crianças, tentando cumprir seu papel social, numa demonstração de afeto e de entrega às crianças carentes. A grande revelação é o casal Brad Pitt e Angelina Jolie que já está no terceiro filho adotivo, mesmo podendo ter seus filhos consanguíneos, que também somam três. A cantora Madonna também é um exemplo disso, nos últimos anos também manteve a atitude de adotar, mesmo tendo tido dois filhos próprios.

Com a constituição de 1988, ficou determinado que “os filhos adotivos terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designação de discriminação relativa à filiação”, ou seja, filhos adotivos e consanguíneos terão os mesmos direitos.
Para inserir a criança ou adolescente em família substituta é necessário passar por algumas etapas: a guarda, onde coloca-se o sujeito a ser adotado na família, onde os pais devem ter a responsabilidade de prestar assistência material, moral e educacional; a tutela, feita através das entidades públicas, a fim de proteger a criança ou jovem, cuidando de seus interesses, acompanhando todos os atos da família com o mesmo e vice-versa; a adoção, formalizada em ato jurídico, onde forma-se um vínculo fictício de filiação, que mais tarde deverá tornar-se verdadeiro.
Num pequeno trecho do livro “Você não está só”, de George Dolan, o amor que nasce entre a família e o adotado fica bem caracterizado, na fala de crianças que conversam sobre adoção, após terem visto numa fotografia, um menino com os cabelos de cor diferente. Uma delas diz que a criança diferente pode ter sido adotada e, quando questionada por outra sobre o que é isso, responde: “- quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga.”
Assim, podemos dizer que a adoção é um ato de entrega e de amor!
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola