A SEMENTE INTERNA
Há uma boa semente dentro de ti.
Se a tratas com pensamentos construtivos,
ela responde com alegria, progresso e paz;
Mas, se com ela tens descuido, ou se a violentas,
ela se encolhe e míngua.
Porque desprezar a semente interior?
Ela é Deus dentro de ti, pedindo que O deixes mostrar luz,
exemplo, alegria, progresso, e aumentar o que tens de bom.
Acredita nessa semente,
põe sobre ela a tua esperança e o teu agir,
que ela cresce por si mesma e te reponde com paz,
fortaleza e vida abundante.
Uma semente bem tratada é segurança de boa colheita.
(Autoria: Lourival Lopes)
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
USE SUA SEMENTE
HOMENS-LIVROS
A Terra é apenas uma de suas estantes. Somos os livros colocados nela.
Da mesma maneira que as pessoas compram livros,
apenas pela beleza da capa,
sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros
pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.
Outras procuram livros com títulos bombásticos,
sensacionalistas histórias de terror ou romances profundos.
Também é assim com as pessoas: há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance.
Somos homens-livros lendo uns aos outros.
Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.
A capa pode ser interessante,
mas é no conteúdo que brilha a essência do texto.
O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.
Também podemos ler nas páginas experientes da vida
muitos textos de sabedoria.
Depende do que estamos buscando na estante.
Podemos ver em cada homem-livro um texto-espírito impresso nas linhas do corpo.
Deus colocou sua assinatura divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior descobre isso.
Só quem vence as ilusões da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém,
descobre seu real valor, humano e espiritual.
Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes.
Que nas páginas de nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo.
Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal.
E que, sendo homens-livros,
nós possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo.
A capa amassa e as folhas podem rasgar.
Mas, ninguém amassa ou rasga as idéias e sentimentos de uma consciência imortal.
O que não foi bem escrito em uma vida, poderá ser bem escrito mais à frente,
em uma próxima existência ou além ...
Mas, com toda certeza, será publicado pela editora da vida, na estante terrestre...
...ou em qualquer outra estante por aí.
O AMOR TRANSFORMA TUDO
DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO
(Letícia Thompson)
O que separa corações não é a distância,
é a indiferença.
Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros e outras separadas vivendo lado-a-lado.
Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família
e mesmo na vizinhança.
Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.
A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento; e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos.
As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.
Mas, se quisermos transformar o mundo, comecemos por transformar a nós mesmos.
Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro, que esse combate comece dentro da nossa própria casa.
Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos.
Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes.
Precisamos nos dar de coração a coração.
A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa em relação a nós é amá-la.
O amor transforma tudo.
Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão!
Não permita que elas sintam-se melhor
fora de casa que dentro dela!
Dê atenção, dê do seu próprio tempo!
Comunique-se!
Assista menos televisão e converse mais.
Riam juntos.
Há quanto tempo você não diz para a pessoa que vive ao seu lado que gosta dela?
A gente não recupera tempo perdido.
Mas podemos decidir não perder mais.
Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles que se distanciaram.
Há sempre tempo para se amar.
E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.
domingo, 27 de maio de 2012
ADOTAR É AMAR!
ADOÇÃO
Desde que cheguei na fase da adolescência,
comecei a pensar em muitas coisas da vida.
Sempre tive muitos sonhos.
Sonhos de ser uma grande profissional, de conquistar um espaço reconhecido na sociedade, de ter uma bela casa, um carrão espetacular, ter uma festa linda quando completasse quinze anos...só não pensava em ter filhos.
Tinha um desejo maternal de adoção.
Ainda nem entendia, como era na verdade, o processo de adotar uma criança.
Mas, sempre tive um interesse de saber como era o processo de engravidar, as fases da gestação, tipos de parto...ah! Que medo!
Tinha pavor só de me imaginar grávida!
Queria tudo, menos passar por essas etapas, que segundo as informações que sempre lia em revistas, pesquisava em livros e ouvia algumas mulheres contar, me dava calafrios.
Nunca me sentia preparada para ser mãe, naturalmente, que na minha idade não era permitido. O assunto então, nem era muito comentado na época.
Quando completei dezoito anos de idade, tive um diagnóstico da minha médica genicologista, depois de fazer vários exames de rotinas, anualmente.
Não poderia ter filhos, caso eu não me submetesse aos exames de praxe, se algum eu resolvesse ter filhos.
Pronto! A gota d'água para quem nem pensava em realizar essa tarefa.
Não me interessei muito em saber como fazer tratamento.
Novamente o desejo de adoção me veio na cabeça.
Mas, ainda não era tempo e nem estava preparada. Nem financeiramente e nem emocionalmente.
Não sabia que o destino e a providência divina, me reservava alguma surpresa.
Quando completei 36 anos, exatamente dezoito anos após quele diagnóstico, me descobri grávida.
Foi um espanto!
Me desdobrei a chorar. Tive medos. Dúvidas. Me senti num labirinto, onde vários sentimentos veio à tona. Medo de passar pelo processo gestacional.
Dúvidas se realmente estava preparada.
Nervoso do que seria complicado ou não na minha idade, aquela gravidez.
Mas, também o instinto maternal crescia e me trazia alegrias. Estava de alguma forma muito feliz!
Tive uma gravidez saudável, um parto sem complicações e normal.
Minha filha nasceu perfeita, era a parte que faltava para completar meu ciclo de sonhos.
Minha filha nasceu perfeita, era a parte que faltava para completar meu ciclo de sonhos.
Hoje, minha filhota linda, me completa em todos os sentidos e sinto que o sonho da adoção é bom, me ensinou a preservar sentimentos maravilhosos, que me ajudou e me ajuda na criação, educação e compreensão da minha filhotinha.
Amo demais minha Amanda Luiza!.
Por Marlene Pereira(Marylú)
Dia Nacional da Adoção
ADOTAR UMA CRIANÇA É UMA FORMA DE FAZER O BEM.
FAZER O BEM É MULTIPLICAR AMOR!
No dia 25 de maio é comemorado o dia da adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção.
A adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico, que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”.
Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.
O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.
Porém, existem vários mitos sobre a adoção, que muitas vezes prejudicam que pessoas se interessem em criar e educar uma criança ou jovem que não tenha laços consanguíneos.
- Dizer que toda criança adotada é problema é um erro. A criança aprende aquilo que vivencia e quanto mais nova for adotada, mais terá chances de se adaptar ao modelo familiar em que vive.
- Tentar esconder da criança que a mesma é adotada também é um erro, pois é melhor manter uma relação aberta e livre de qualquer tipo de preconceito.
- Crianças com cor de pele diferente da família não são discriminadas ou recebem tratamento diferente de outras pessoas da família. Isso pode ocorrer nos meios sociais em que a família frequenta.
- Filhos adotivos não têm dificuldade em amar seus pais (adotivos), pelo contrário, revelam-se atenciosos e carinhosos com os mesmos, mas isso depende da forma como são tratados.
- Os filhos adotivos não ficam lembrando-se de sua família de origem. Pelo contrário do que se imagina, se as relações familiares não eram boas, se houve abandono, o vínculo afetivo não foi construído de forma positiva, portanto não provoca boas lembranças.
Hoje em dia temos visto uma série de artistas famosos mantendo a atitude de adotar crianças, tentando cumprir seu papel social, numa demonstração de afeto e de entrega às crianças carentes. A grande revelação é o casal Brad Pitt e Angelina Jolie que já está no terceiro filho adotivo, mesmo podendo ter seus filhos consanguíneos, que também somam três. A cantora Madonna também é um exemplo disso, nos últimos anos também manteve a atitude de adotar, mesmo tendo tido dois filhos próprios.
Com a constituição de 1988, ficou determinado que “os filhos adotivos terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designação de discriminação relativa à filiação”, ou seja, filhos adotivos e consanguíneos terão os mesmos direitos.
Para inserir a criança ou adolescente em família substituta é necessário passar por algumas etapas: a guarda, onde coloca-se o sujeito a ser adotado na família, onde os pais devem ter a responsabilidade de prestar assistência material, moral e educacional; a tutela, feita através das entidades públicas, a fim de proteger a criança ou jovem, cuidando de seus interesses, acompanhando todos os atos da família com o mesmo e vice-versa; a adoção, formalizada em ato jurídico, onde forma-se um vínculo fictício de filiação, que mais tarde deverá tornar-se verdadeiro.
Num pequeno trecho do livro “Você não está só”, de George Dolan, o amor que nasce entre a família e o adotado fica bem caracterizado, na fala de crianças que conversam sobre adoção, após terem visto numa fotografia, um menino com os cabelos de cor diferente. Uma delas diz que a criança diferente pode ter sido adotada e, quando questionada por outra sobre o que é isso, responde: “- quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga.”
Assim, podemos dizer que a adoção é um ato de entrega e de amor!
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
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